Em tempos de pandemia estamos reinventando a nossa forma de celebrar a fé.
Seja em casa, ou por meio de recursos digitais, todas as estratégias para celebrar
esse período pascal são válidas.
Nenhum esforço nesse sentido é em vão. Então, faça como Jesus, reúna os mais
próximos. E a casa é um espaço privilegiado para isso. Ele escolheu um local
onde pudesse receber quem amava. Jesus escolheu a casa de alguém de
coração aberto para oferecer sua morada para a festa.
A Páscoa nos desafia a enxergar na ressurreição de Jesus, o cuidado e o
amor de Deus com a humanidade e nos inspira a transformar a nossa casa,
num espaço seguro, de celebração da vida, do amor e
exercício do cuidado.
Utilize o conteúdo disponível para estudar e falar sobre o tema com amigos, familiares, alunos da ED e, até mesmo, com explicações e postagens nas redes sociais. Mas do que relembrar, precisamos anunciar as boas novas: Ele vive e nos garante a vida eterna.
Crucificação
Os romanos usaram um dos mais dolorosos métodos para matar Jesus (Lc 23.33).
Desde os primórdios, a morte de cruz foi usada para punir rebeldes e bandidos.
A crucificação foi muito praticada pelos gregos. Alexandre, o Grande, pendurou
cerca de 2 mil pessoas em cruzes quando a cidade de Tiro foi destruída. Durante o
período de controle grego e romano da Palestina, o governante judeu
Alexandre Janeu crucificou 800 fariseus que se opuseram a ele. No entanto,
tais execuções eram consideradas detestáveis e anormais.
Mesmo assim, a prática perdurou para além do período neotestamentário, como
forma de punição suprema de crimes militares e políticos. Porém, com a
conversão de Constantino, a cruz se tornou um símbolo sagrado e seu uso como
instrumento de execução foi abolido.
Para os judeus, a crucificação representava a forma mais abominável de morte, pois
qualquer um que fosse pendurado no madeiro estava debaixo de maldição
(Deuteronômio 21.23). Mesmo assim, o conselho judeu buscou e obteve a
autorização romana para crucificar Jesus (Marcos 15.13-15).
O apóstolo Paulo sintetizou a importância do modo pelo qual Jesus morreu: “mas
nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para
os gregos. Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a
Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (1 Coríntios 1.23-24). Por meio da
crueldade e da agonia da crucificação que Jesus experimentou, Deus
realizou o maior bem de todos: a redenção dos pecadores.
A importância da ressurreição
Todos os sermões do Novo Testamento são centrados na ressurreição. O
anúncio das boas novas revela a mensagem de um homem que afirmava ser
o Filho de Deus, e o Salvador da humanidade, havia ressuscitado dentre os mortos.
Essa revelação se espalhou e acendeu a chama em vários corações, mudou vidas e
revolucionou o mundo.
A ressurreição de Cristo tem uma prática fundamental, porque ela completa
nossa salvação. Jesus veio para nos livrar do pecado e de sua consequência: a
morte (Romanos 6.23).
A maior importância da ressurreição não está no passado – Cristo ressuscitou –
mas no presente – Cristo está vivo! E um dia voltará para buscar todos os que
confessam o seu nome e o reconhecem como Senhor e único Salvador.
Para pensar
Por que você é um cristão? É necessário refletir bem antes de responder, pois
a resposta não pode ser vaga como “porque sim”. É necessário compreender a fé
em Cristo.
Busque alimentar sua razão com informações coerentes e o Espírito Santo
fortalecerá a sua fé. Leia bons livros, procure comentários e bíblias de estudo.
Frequente classes e curso em sua igreja. Lembre-se que a fé vem pelo ouvir a
Palavra de Deus (Romanos 10.17).
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