Um grupe de casal Mike e Rachel Rapacz ilustra bem o contexto dos membros da igreja, já que eles frequentavam os cultos aos domingos e, nas segundas-feiras, recebiam um pequeno grupo em sua casa, na cidade de Wake Forest, no estado da Carolina do Norte (EUA).
“Tudo mudou durante a pandemia”, resumiu Mike Rapacz ao portal Baptist Press, referindo-se ao fato de que agora, apenas o pequeno grupo se mantém como vínculo entre sua família e a igreja, Summit Church.
Como o governo do estado definiu que as reuniões, mesmo domiciliares, devem ser limitadas a dez pessoas em ambientes fechados, e 25 em ambientes abertos, a liderança da Summit Church estabeleceu o limite de oito casais por pequeno grupo, com voluntários do ministério infantil recebendo as crianças em casas próximas, divindindo-as por faixas etárias.
Na casa de Mike, o grupo se reúne aos domingos e assiste a transmissão do culto online, aprofundando-se no estudo da Bíblia em seguida, com um momento de oração e almoço, que é realizado no quintal da residência. Simultaneamente, os 19 filhos dos oito casais do pequeno grupo liderado por Mike Rapacz são discipulados em quatro casas na mesma rua.
Dessa forma, a igreja tem desempenhado o trabalho com milhares de pequenos grupos, mais especificamente 2.400, que mobilizam os 12 mil membros, liderados pelo pastor J.D. Greear: “Não estar reunidos para adorar nos fins de semana não significa que ainda não podemos nos reunir. Vamos equipá-los para se reunirem em igrejas domésticas — pequenos grupos de pessoas que se reúnem nas casas, de acordo com o que as autoridades consideram seguro, em termos de regulamentos e tamanho do grupo”, declarou o pastor.
Todd Unzicker, um dos pastores auxiliares, comparou a situação provisória com a realidade da igreja descrita em Atos dos Apóstolos: “Por exemplo, no meu pequeno grupo, estamos nos reunindo nas manhãs de domingo, para adorar junto com o resto da Summit durante os cultos e, em seguida, fazemos uma refeição juntos e dedicamos um tempo à oração”, resumiu.
Outro pastor, Peter Park, entende que um dos maiores desafios durante a pandemia é manter a proximidade com as pessoas, que já estão demonstrando fadiga das transmissões online: “Sentimos muita falta de estar um com o outro, mas a grande maioria entende que este é um tempo único. Eu acredito que a missão de fazer discípulos irá continuar de novas maneiras e a igreja virá mais forte por causa desta temporada”.
Alexandrepfilho Via Notícias Gospel